A humanidade regressou à Lua, representada por quatro astronautas. São inúmeras as narrativas que podíamos construir, comentar outras tantas que circulam por aí, em formato de teorias da conspiração ou de Fake New, mostrando que na crença há mais de fé do que de ciência.
Aqui na Terra, do nosso planeta mãe, que nos parece imenso, as imagens do espaço impressionam sempre: que o nosso planeta é belo, pequeno e frágil, perante o universo que é a imensidão da escuridão e do desconhecido, ao mesmo tempo que mostra força e resistência, protegido por escudos invisíveis que permitem a vida. Podemos até especular que a nossa particularidade não é única, mas será com certeza inacessível.
Depois surgem as narrativas dos velhos do Restelo, que questionam valores gastos na ciência, confrontando com a fome, doença e sofrimento que proliferam na humanidade. Não será justo enquanto há faltas e injustiças, mas será o dinheiro gasto em ciência aquele que devemos questionar? A pesquisa, procurar entender o desconhecido têm permitido sempre que as sociedades avancem, que construam melhores formas de vida, que desenvolvam a cura de doenças…
Não vejo a mesma facilidade para questionar os valores gastos em guerra. Arranjam-se sempre justificações que comprovam as guerras como necessárias, quando aumentam o sofrimento humano, enquanto que a ciência não. Por mim proponho que em vez de se deixar gastar em ciência, se deixasse de gastar em guerra. Era assim tão difícil de compreender? Talvez não seja escolha para os poderosos, mas talvez fosse para nós, treinadores de sofá a mandar postas de pescada nas redes sociais.

